Setembro Amarelo

admin
9 de setembro de 2019

V A M O S

 

Dados preocupantes apresentados pela CVV (Centro de Valorização da Vida) indicam que, por dia, 32 brasileiros se suicidam no país. A grande maioria na faixa etária entre 15 e 35 anos. A taxa é superior às mortes causadas por doenças como câncer e AIDS, o que coloca o problema como uma questão de saúde pública no país. A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda. Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça. A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Procure ajuda imediatamente.

Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos.

Violência Doméstica

admin
24 de abril de 2018
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Sintam-se empoderadas, respeitem-se e, consequentemente, venham a ser respeitadas.

A compreensão da violência contra a mulher, na lei Maria da Penha (Nº 11.340, 2006), diz que a violência é um fenômeno extremamente complexo que afunda suas raízes na interação de muitos fatores biológicos, sociais, culturais, econômicos e políticos. A noção do que são comportamentos aceitáveis e inaceitáveis, ou do que constitui um dano, está influenciada pela cultura e submetida a uma contínua revisão, à medida que os valores e as normas sociais evoluem.

As mulheres agredidas desenvolvem muitos sentimentos relacionados à violência, como confusão, desespero, isolamento, depressão, entre outros fatores. As consequências psicológicas causadas pela agressão podem ser devastadores e devem ser analisados não apenas na vida da mulher, mas em uma esfera macro, por que não são apenas as mulheres agredidas que sofrem, dependendo do caso estão envolvidos filhos, familiares e amigos.

A casa e o espaço familiar, antes considerados lugar de proteção, passam a ser um local de risco para as mulheres e crianças. Mais da metade das mulheres agredidas sofrem caladas e não pedem ajuda. Para elas é difícil dar um basta na situação, muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente, ou financeiramente, do agressor. Outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; ou não falam nada por causa dos filhos, por que têm medo de apanhar ainda mais, ou, ainda, por que não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado.

O processo terapêutico pode auxiliar mulheres vítimas de violência possível espaço de ressignificação das vivências de violência sofridas, a fim de que tenham qualidade de vida, sintam-se empoderadas, respeitem-se e, consequentemente, venham a ser respeitadas. Visando também que seu bem-estar físico, psíquico e social possa ser retomado a partir das atividades desenvolvidas e das redes de apoio.

Psicóloga Vanessa Ferreira de Castro  CRP 01/20004

Referência bibliográfica

_____. Lei Maria Da Penha. Lei N.°11.340, de 7 de agosto de 2006.Angulo-Tuesta AJ. Gênero e violência no âmbito doméstico: a perspectiva dos profissionais de saúde [Dissertação de Mestrado]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Osvaldo Cruz; 1997.