BULLYING

admin
7 de novembro de 2019

Bullying é uma forma de violência; podendo ser qualquer ação agressiva, intencional e repetitiva que envolve desequilíbrio de poder entre o agressor e a vítima. Pode ser feito por uma ou mais pessoas e, conforme repetido, o poder dos agressores aumenta e o da vítima diminui. Todo bullying tem agressão, mas nem toda agressão pode ser caracterizada como bullying. Para que exista, é necessário um tripé: funciona com a vítima, com o agressor e com os espectadores. Estes últimos são parte prejudicial desse tipo de conduta, porque tem plateia (se não tem, não tem para quem mostrar) e muitos ficam omissos, observando os ataques não falando nada, com medo de se tornarem o próximo alvo. A plateia pode ser omissa, coautora ou inibidora dessas ações.

Pode ser praticado de forma direta por meio de bullying físico (beliscões, socos, chutes); verbal (xingamentos, ameaças, provocações); escrito (bilhetes, pichações, desenhos humilhantes); material (furtos, quebra ou danificações de objetos da vítima). Também pode ocorrer de forma indireta quando o agressor espalha rumores ou exclui a vítima de um grupo.

Pessoas com necessidades especiais, obesidade ou que sejam percebidas como parte de minorias étnicas ou sexuais estão em especial risco de serem vítimas de violência pelos colegas. Vítimas de bullying estão em maior risco de desenvolver depressão, diferentes transtornos de ansiedade, baixa autoestima e ideação suicida. Tendem a faltar mais aulas, ter um pior desempenho escolar, isolamento e apresentar mais problemas de saúde.

É melhor trabalhar na prevenção e nas medidas de conscientização. Precisamos impedir o bullying antes de ele começar: educando e sendo um bom exemplo. Crianças vivendo em um ambiente familiar muito rigoroso ou violento podem estar mais dispostas a agressões na escola. Pais que tratam as outras pessoas, ou o seu próprio filho com agressividade, estão passando um endeusamento para ele: de que a violência é uma forma aceitável de tratar os outros e de resolver problemas. Pais precisam tomar conhecimento e participar desse processo.

– Psicóloga Fabiana Soares Terra CRP 01/16054

BULLYNG

Setembro Amarelo

admin
9 de setembro de 2019

V A M O S

 

Dados preocupantes apresentados pela CVV (Centro de Valorização da Vida) indicam que, por dia, 32 brasileiros se suicidam no país. A grande maioria na faixa etária entre 15 e 35 anos. A taxa é superior às mortes causadas por doenças como câncer e AIDS, o que coloca o problema como uma questão de saúde pública no país. A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda. Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça. A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Procure ajuda imediatamente.

Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos.

Indisciplina Escolar

admin
24 de abril de 2018
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Conceituar indisciplina é uma tarefa que apresenta grande complexidade. Içami Tiba (1996) define disciplina como “O conjunto de regras éticas para se atingir um objetivo”. A ética é entendida, aqui, como o critério qualitativo do comportamento humano envolvendo e preservando o respeito, o bem-estar biopsicossocial” (p.17), apontando como causas da indisciplina na escola as características pessoais do aluno (distúrbios psiquiátricos, neurológicos, deficiência mental, distúrbios de personalidade, neuróticos), as características relacionais (distúrbios entre os próprios colegas, distorções de autoestima) e os distúrbios e desmandos de professores.

 Poderíamos considerar que a indisciplina é um “problema de todos”? Desta forma, até que ponto a sociedade, a família e a escola têm contribuído para que o problema da indisciplina se perpetue na sociedade, e, mais especificamente, no contexto escolar? Fica claro, neste conceito pronto, que tanto a disciplina, como a indisciplina, é um fato que decorre da sociedade e de seu sistema de ensino, mas é também um fenômeno essencialmente escolar, tão antigo como a própria escola e tão inevitável quanto ela.

 Compreender e descobrir a causa do aumento da indisciplina não é tarefa fácil, pois este fato não se manifesta somente nas escolas, ao contrário, é lá que se percebe com mais ênfase, pois é o local em que há um confronto maior entre quem manda e ordena com quem é marcado para obedecer.

 Psicóloga Vanessa Castro CRP- 01/20004

TIBA, I. Disciplina – Limite na medida certa. 8. ed. São Paulo: Editora Gente, 1996. p. 117 e 145, grifos nossos.